17
Set 10

Comunicado a todas as que seguem esta Fan Fic

Antes de começarem a ler este novo capítulo, quero aqui deixar o meu muito obrigado a todas as pessoas que o fazem e comentam. Tenho recebido muito bom feedback da vossa parte, e só tenho a agradecer-vos por isso. Saibam que é um prazer enorme escrever esta história, e ainda bem que gostam. É bom saber! Queria também pedir desculpas por não conseguir postar mais capítulos. Infelizmente não me é possível ser mais rápida do que sou. Primeiro porque o tempo que tenho para escrever é pouco e sou demorada a escrever. Leio e releio vezes sem conta, até me parecer bem. Depois porque não sou eu que posta os capítulos, mas sim a pessoa que criou este blog e que tem sido uma querida e tido muita paciência em postar o que lhe envio, para além do trabalho que tem com o dela. Também o meu muito Obrigado!

Dito isto, deixo-vos com um novo capítulo, e espero que continuem a gostar. Posso dizer que ainda vem muito por aí…

 

 

 

Saímos de Lisboa no sábado bem cedo. Os rapazes tinham alugado um pequeno avião que nos levasse até ao País irmão. Foi a primeira vez que andei de avião e confesso que estava bastante nervosa. O avião balançava muito para o meu gosto. A Ana também não se sentiu muito á vontade com os solavancos. Ao lado uma da outra, fechámos muitas vezes os olhos e esperámos que a turbulência passasse. Por duas vezes abri os olhos e dei com o Ruben e o David a olharem para nós a rir. Disseram-nos que nos acalmássemos, que aquilo era perfeitamente normal e comparado com um avião de tamanho normal, aquilo não era nada. Pois, não sei bem se acreditei… Só sei que queria que aterrássemos o mais depressa possível. E isso aconteceu ao fim de poucas horas.

Saímos do aeroporto e tínhamos já á nossa espera várias viaturas que nos levassem até ao sítio onde iríamos ficar instalados. Cortesia do próprio Hotel. “Que luxo!”. Estávamos numa pequena vila espanhola, construída toda ela á volta de uma enseada, com fins turísticos, é claro. No entanto, como estávamos já em princípios de Outubro, a época de maior afluência já fora, e isso proporcionava-nos ter um fim-de-semana bem sossegado.

O Hotel não era muito grande, mas em luxo e bom gosto era do melhor. No entanto não ficámos propriamente instalados no edifício. Faziam parte do complexo umas “cabanas”, muito próximas do Mar, e foi lá que ficámos. Ao todo ocupámos quatro cabanas, bastante confortáveis e viradas para o magnífico oceano. Era uma vista sem explicação, e aquele som das ondas a bater… Era perfeito.

  •    

Mal entrei na nossa Cabaninha à beira Mar joguei-me imediatamente para cima da cama. O espaço não era muito grande, mas estava muito bem aproveitado. Tinha um pequeno hall á entrada, depois os dois quartos individuais, uma casa de banho de uma pequena salinha acolhedora cuja parede central era toda ela de vidro. Tínhamos portanto um ângulo da visão sobre a praia magnífico.

A Ana foi ter comigo ao meu quarto e adivinhando o que se passava, perguntou-me:

- Queres que te vá buscar os comprimidos?

- Sim, por favor. Aqueles solavancos todos deixaram-me completamente dorida.

- Eu já tinha percebido. Toma. Descansa um pouco agora. Até à hora do almoço ainda tens uma horita. Aproveita-a.

- Sim, é o que penso fazer.

Tomei o comprimido que a Ana me deu, voltei a deitar-me e fechei os olhos. Devíamos ser os únicos por ali. Só se ouvia o barulho do Mar, e foi ao som deste que adormeci.

A Ana acordou-me ao fim de algum tempo. Lavei a cara, dei um jeito ao cabelo, troquei de blusa e lá fomos nós ter com o resto do pessoal. Ao todo éramos oito pessoas. O Javi e a namorada modelo, o Saviola e a namorada… modelo, o David, o Ruben, a Ana e eu. Perguntei-me porque razão as namoradas dos jogadores de futebol eram todas modelos. Elas eram bem giras, mas nem eu nem a Ana nos sentíamos à vontade perto delas. Aliás eu sentia-me como se tivesse caído de pára-quedas no meio daquele grupo. Eram todos muito simpáticos, mas a realidade deles não era a nossa realidade.

O David foi, como sempre, muito simpático. Começava a achar que ele lia os meus pensamentos. Sempre que me atrapalhava com alguma coisa lá estava ele para me salvar. Era assim cada vez que não entendia o que falavam o Javi e o Saviola. Pensei que assim que pudesse devia tirar um curso de espanhol. Assim não me sentiria tão ignorante perto deles. E depois do almoço reparou na cara que fiz quando todos decidiram ir enfiar-se em compras pela Vila. Com tantas coisas linda para visitar, queriam passar o dia em lojas? “Modelos!”, pensei. E além disso também não tinha dinheiro para gastar, e isso de ir às compras sem dinheiro não dá. Mas o David adivinhou tudo isso, e conseguiu educadamente livrar-nos de uma entediante tarde de Shopping. Dividiu-se então o grupo. David, Ruben, Ana e eu decidimos ir dar uma volta pela praia. Os restante encaminharam-se para a Vila.

Apesar de não estarmos em época balnear, o clima na praia era muito agradável, e convidava a um passeio á beira Mar. Muito convenientemente, a Ana e o Ruben deixaram-se ficar para trás. Isto permitiu-nos, a mim e ao David conversarmos mais abertamente. Havia já algum tempo que não o fazíamos, e eu estava deliciada.

- Então, o que está achando daqui?

- Este lugar é fantástico. È absolutamente lindo.

- Então estou perdoado?

- Hum, acho que… Talvez. Ainda não estou totalmente convencida.

Ele sorriu. Bastava mais um daqueles seus sorrisos iluminados e eu esqueceria tudo.

- Mas há uma coisa que eu te quero dizer.

- Fala.

- Eu quero pagar a minha parte. Não o posso fazer agora, claro, mas posso ir pagando a pouco e pouco se aceitares assim…

- Não vamos falar disso agora. Eu sei que você ficou chateada comigo mas aproveita o momento. O resto a gente vê depois.

Olhei-o por segundos e assenti com a cabeça. Era incrível a calma que ele me transmitia. Continuámos pela praia, deixando as nossas pegadas na areia. A Ana e o Ruben seguiam atrás de nós. Bem lá atrás.

- Esta praia é linda.

- É, mas no Brasil tem praia muito mais linda.

- Pois, o Brasil deve ser todo ele lindo. Deves ter muitas saudades.

- Agora nem tanto. No início foi complicado, mas passou. Sinto saudade mesmo é das pessoas, do meu pai, da minha mãe, irmã…

- Deve ser complicado passar tanto tempo sem os ver.

- É. Mas e você? Você também está longe da sua família. Não sente saudades? Porque eles não te visitam mais? E você nunca fala deles, pelo menos pra mim.

Calei-me. Não sabia como responder ao David. Não tinha como lhe responder. Como dizer a uma pessoa que prezava a família mais que tudo, que desde que saíra de casa nunca mais tinha falado com ninguém? Que a minha única família agora era a minha melhor amiga?

- Eu perguntei algo que não devia?

- Não. É que nem todas as famílias são assim como a tua.

- E a sua não é?

- Não!

Desviei o olhar para o mar e continuei o caminho deixando-o para trás. Ele percebeu que não queria falar mais sobre aquele assunto e acabou por ali. Continuámos o nosso passeio em tom mais alegre. O David era super divertido, brincalhão, querido. Tudo o que uma mulher pode querer num homem. Lembrei-me da Inês e no que ela diria se nos visse assim. E logo de seguida esbocei um sorriso por ela não ter ido. Não por maldade, mas porque conhecendo-a com a conheço, já me teria feito passar por várias situações embaraçosas. O Ruben e a Ana alcançaram-nos finalmente e continuámos todos juntos.

  •    

Depois do jantar, e porque estávamos todos cansados, resolvemos ir para a Cabana do Ruben e do David. Os rapazes jogaram-se à playstation. Era impressionante a rapidez com que homens feitos se transformavam em autênticas crianças diante de um jogo. Quanto a nós, mulheres continuámos cá fora, sob o luar espectacular falando de coisas banais. Era um tormento o esforço que eu fazia para as entender. Quando misturavam o português mal pronunciado com o espanhol então, era o caos. Às tantas não se tornou só difícil o esforço para as perceber, mas também o cansaço que se apoderou de mim. E senti as dores a quererem sair novamente. “Não, agora não!” Fiz um sinal à Ana, que percebeu de imediato e entrei na sala onde os rapazes continuavam em pleno delírio. Trazia sempre comigo algo para as dores, febre, etc, não fosse dar-se o caso de ter uma crise. Abri uma pequena garrafa de água e, o mais discretamente possível tomei o pequeno comprimido. Fiz uma careta e o David reparou que se passava algo. Pousou o seu comando e veio ter comigo.

- Está tudo bem com você?

- Sim, só estou cansada e com dor de cabeça.

- Você quer ir embora?

- Não, só preciso descansar um pouco.

- Podes deitar-te no meu quarto Mel. – Gritou o Ruben, que tinha ouvido a conversa. – O do Manz está um caos como sempre.

- Obrigado, mas não quero dar trabalho.

- Trabalho nenhum. Descansa um pouco, depois você vem e a gente passeia mais um pouco, aproveitar essa lua…

Olhei para o David e tinha uma expressão tão simpática… E a noite era realmente ainda uma criança. Depois estavam todos divertidos e eu não queria estragar o fim-de-semana. Aceitei descansar um pouco no quarto do Ruben. Meia-hora, até o efeito do medicamento começar, e estaria como nova. Meia-hora era do que eu precisava. Mas depois de uma noite agitada na véspera, uma manhã a levantar bem cedo, uma viagem atribulada de avião de algumas horas e tarde de passeios, a meia hora passou sem dar por ela.

 

publicado por acordosteusolhos às 20:35

comentários:
Adorei!
Ai esse passeio
Mais!
Catia a 18 de Setembro de 2010 às 00:25

Mais! Mais!
:)
Lisa a 18 de Setembro de 2010 às 00:26

Amei amei, quero que esse passeio tenha romance :D
MARTINHA a 18 de Setembro de 2010 às 00:27

Adorei Sandra! Continua....
Beijinhos
SP
SP a 18 de Setembro de 2010 às 11:57

Vou postar aqui a fan fic da Sandra. Espero que gostem :)
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Agradecimento
Muito obrigada a todas que comentam a fan fic :D