13
Mai 11

 

Em meados de Fevereiro, numa noite em que acabara de actuar e quando me preparava para ir directo para casa, sou abordada por um homem moreno de olhos e cabelos escuros, alto, na casa dos seus trinta e muitos anos. A cara dele não me era estranha, e comprovei que era cliente habitual naquele bar. Veio ter comigo mal acabámos de tocar e disse-me que trabalhava na televisão e que procuravam gente com algum talento na área da música, e não só, para um novo programa televisivo. Deixou-me o seu cartão e disse-me que me esperava na próxima semana para uma audição. De início pensei que fosse alguma brincadeira. Podia lá ser uma pessoa ligada á televisão frequentar logo o bar onde eu tocava há 2 meses e reparar em mim. Pareceu-me uma história demasiado fantasiosa, daquelas que ouvimos dizer que aconteceu com esta ou aquela pessoa famosa, mas nunca achamos que vá acontecer connosco. Mas o João, um dos membros da banda já o conhecia e confirmou-me que era verdade. Olhei várias vezes o cartão que me dera, ainda incrédula e para me certificar de que realmente o tinha na mão, que não era ilusão nem sonho. Depois fiz um esforço enorme para me controlar até chegar ao Jipe e começar a pular de braços no ar. O mais provável era estar mais alguém no parque de estacionamento mas já nem pensei nisso. Só pensava na audição que iria fazer e que me poderia levar á televisão. Entrei finalmente no Jipe mas mantive-me sentada o tempo suficiente até as minhas pernas deixarem de tremer e eu achar que era seguro conduzir. Mal podia esperar para contar à Ana e à Inês. Elas iam pular tanto ou mais do que eu. Durante todo o caminho não parei de pensar. A atenção à estrada era mínima, mas naquele momento não conseguia concentrar-me em mais nada. Cheguei a passar um sinal vermelho e só mais tarde me apercebi do que tinha feito. Por sorte o transito não era muito, e carros da polícia também não. Pelo menos não encontrei nenhum até chegar a casa. A Ana estivera de folga nesse dia mas no seguinte teria de se levantar cedo, por isso já estava deitada à hora que entrei em casa. Espreitei e vi que já dormia. A minha ansiedade era tanta que pensei em acordá-la, mas decidi-me a não fazê-lo. De certeza que a Inês iria tomar o pequeno-almoço connosco como quase sempre fazia e, nessa altura aproveitava e contava logo a novidade às duas. Resolvi então ir dormir, tarefa que se tornou mais difícil do que eu esperava. A minha mente vagueava em mil e uma fantasias e já me via a actuar num espectáculo do La Féria, ou num filme português de cinema. De vez em quando voltava à realidade e fazia mais uma tentativa para adormecer, mas sem sucesso. Foi quando deixei de tentar que o sono veio e os sonhos de olhos abertos misturaram-se com os sonhos de olhos fechados…

Ao fim de pouco mais de duas horas acordei com o barulho das vozes da Ana e da Inês na cozinha. Levantei-me e parei no mesmo instante. Tinha a cabeça pesada, o corpo mole e sentia o cansaço apoderar-se de mim. Mas a ansiedade era tal que ignorei a vontade que o corpo tinha em voltar a deitar-se e levantei-me num ápice. Com a mesma ligeireza cheguei á cozinha e não consegui esconder um sorriso.

- Ah! Bom dia Mel! – A Inês aproximou-se e beijou-me a bochecha. – Que cara é essa? Espera não me digas, eu adivinho. Tiveste uma noite de amor selvagem com o teu doutor pessoal…

- Hã? – Interroguei. – Mas será possível que a para ti tudo se resuma a sexo?

- É inevitável, que queres que te diga. Eu, com um sorriso desses, é porque alguém me fez a mulher mais feliz do mundo.

- Pois, mas a mim alguém me fez feliz e não precisou de ir tão longe.

- Vá, conta lá quem foi que nós estamos atrasadas. – Retorquiu a Ana.

- Foi… um produtor de televisão.

-????

- Então agora andas metida com gente dessa. E o Doutor? Caramba Mel que tu não fazes a coisa por menos. Ele é jogadores de futebol, Médicos e agora produtores… Decide-te de uma vez rapariga.

- Inês, importas-te de me ouvir até ao fim, sem gracinhas?

Esta acenou com a cabeça enquanto bebia uma chávena de café com leite.

- Ontem á noite foi ter comigo um tipo que trabalha em televisão. Acho que vai estrear um programa novo e eles precisam de pessoal que cante e dance. Deu-me o cartão dele e disse-me para eu lhe ligar e marcar uma audição.

Tal como eu esperava as duas desataram aos berros e pulos por toda a casa. Eu tentava acalma-las, mas em vão.

- É só uma audição, ainda não estou lá.

- Oh rapariga, e tens dúvidas que te escolham? Tu sabes que eles vão buscar essas pessoas a agências, ou profissionais do ramo. Se ele foi ter contigo é porque ficou impressionado, porque gostou do que ouviu. É como se já lá tivesses.

- Eu já pensei nisso, mas prefiro fazer a festa depois… quando lá estiver.

- E o Jaime? Já lhe contaste a novidade?

- Não. Na verdade ainda nem tinha pensado nele. Foi tudo tão rápido que eu só pensava chegar a casa e contar-vos…

- Ele vai ficar radiante também. Devias contar-lhe o quanto antes.

- Hum, não sei. Acho que vou á tal audição primeiro e depois… faço-lhe uma surpresa.

- Isso quer dizer que acreditas que vais ser escolhida?

- Isso quer dizer que prefiro contar ao Jaime depois… independentemente do resultado.

 

  •                                                                                

Dois dias depois de ter ligado ao Sr. Francisco Nobre, como se chamava o tal produtor, apresentei-me numa produtora de televisão para fazer a tão ansiada audição. Era a primeira vez que fazia tal coisa e estava completamente às escuras sobre o que me seria pedido para fazer. Comecei por fazer um teste de câmara onde disse o meu nome, idade, etc, e fiz várias poses e sorrisos conforme o que me iam pedindo. Depois pediram-me que cantasse algo em português e inglês, fiz alguns passes de dança e por fim uma pequena entrevista onde entreguei também o meu currículo. Todos foram extremamente simpáticos, mas saí sem saber a resposta à minha prestação. Felizmente, não tive de esperar muito para saber que tinha conseguido o lugar e nessa noite mesmo contei ao Jaime a minha nova actividade artística, durante um jantar organizado pelos meus sempre leais amigos. A Ana cozinhou, a Inês levou sobremesa, o Jaime o vinho para brindarmos e o Bruno levou a sua boa disposição.

- Nunca pensei vir a ser amigo íntimo de uma estrela de TV!

- Oh Bruno, amigo não me importo que sejas, agora íntimo…

O Bruno corou quando todos rimos do comentário do Jaime.

- Por enquanto não é nada demais. Mas temos de começar por algum lado. – Disse.

- Exacto! Só espero que não te suba a fama à cabeça, como acontece a uns e outros.

- Não sejas parva Inês.

- Acho que não tens de te preocupar com isso. – Respondeu o Jaime. – A Mel é a pessoa mais doce e generosa que eu conheço. – E beijou-me suavemente os lábios. – A propósito, tenho um convite para te fazer.

- A mim? – Perguntei, surpreendida.

- Sim. Na próxima semana vai haver uma festa… vocês já devem ter ouvido falar. Afinal trabalham na “ Catedral”. Vai ser uma festa benfiquista no…

Levantei a cabeça mal ouvi a palavra benfiquista. Deduzi que nada de bom viria por aí, e não me enganei. O Jaime continuou sem dar pela minha reacção, mas vi que todos os outros olhavam directamente para mim.

- … e o pai dele foi colega do meu pai, aqui em Lisboa. O rapaz trabalha num departamento qualquer da SAD e resolveu fazer ali a festa de noivado. Enfim, há gostos para tudo.

- Desculpa, - consegui dizer por fim. – Não percebi qual a tua ligação a tudo isto.

- A minha ligação é que sou filho de um homem cem por cento benfiquista, amigo pessoal do Filipe Vieira e que me fez sócio muito antes de eu saber o que era futebol. E o rapaz que vai casar é filho de um médico que trabalhou com o meu pai e que anda a convidar meio mundo para a festa. Normalmente não ligo muito a estas coisas, mas sei que tu gostas muito de futebol e os teus amigos trabalham lá. Então aceitei o convite em nome de nós os dois. – Neste momento o Jaime fez uma pausa e olhou confuso para todos os presentes à mesa. – Fiz mal?

Tentei disfarçar o meu constrangimento e respondi o mais animada que pude.

- Nã-não! Claro que não Jaime. Eu só não sei se posso ir, o trabalho…

- Vai ser no próximo sábado e tu estás de folga esse dia. Foi a primeira coisa que fiz antes de aceitar, confirmei no calendário.

“Claro!”, pensei, “ O Jaime é a pessoa mais organizada que eu conheço. Ele nunca iria confirmar uma coisa se visse que tinha já outro compromisso.”

- Então… acho que não há problema. Vamos…

Escusado será dizer que não me consegui abstrair da bendita festa o resto da noite. Para além das pessoas que não queria encontrar, ainda ia voltar ao malfadado Bar onde se dera a maior vergonha da minha vida.

Depois do jantar a Inês alongou a sua estadia mais tempo e eu agradeci. Ela lia os meus pensamentos. Assim que fechei a porta ao Jaime e ao Bruno interroguei-as.

- Vocês sabiam disto?

- Claro que sabíamos, Mel. Somos nós, p´ra variar, que vamos servir.

- Não dissemos nada porque nunca imaginámos que o Jaime conhecesse o noivo, e muito menos que fosse convidado.

Eu andava de um lado para o outro a tentar organizar as ideias.

- E agora? O que é que eu faço?

- Ora Mel, também não precisas de ficar assim. Não é o fim do mundo.

- A Ana tem razão. Além disso, nesse tipo de eventos os jogadores raramente aparecem, por isso não me parece que corras o risco de encontrar… pessoas que não queiras encontrar.

Parei e olhei directamente a Inês. Esperava sinceramente que ela tivesse razão.

 

  •  

A semana passou rápido demais. Eu desejava ter uma crise e ficar doente nesse dia, mas infelizmente isso não aconteceu. Sábado ao inicio da noite, o Jaime parou o seu carro á porta da minha casa, apitou, eu desci as escadas a meio a tremer e entrei no carro. O Jaime parou um momento a olhar-me.

- O que foi? – Perguntei.

- Cada vez te acho mais linda.

E beijou-me.

- Mel, estás a tremer?

- Tenho um pouco de frio, mas já passa.

O Jaime arrancou e foi num instante que chegámos ao local do evento. Saí do carro e olhei a entrada do Bar. Nunca mais tinha lá voltado, e já se tinham passado alguns meses desde a noite em que saíra a correr dali. Mas parecia que tinha sido apenas ontem. A mágoa que a lembrança me trazia era ainda muito forte. A ferida continuava aberta e ardia… muito. Lá dentro a decoração estava diferente devido á natureza do festejo. Mas o resto mantinha-se igual. Olhei em volta e reconheci alguns membros da direcção, mas tirando o Nuno Gomes e a esposa não vi mais jogadores. Respirei aliviada mas ainda não totalmente tranquila. Afinal, a noite só estava a começar.

O Jaime apresentou-me aos noivos e a outras pessoas suas conhecidas. Foram todos muito simpáticos mas curiosamente achava que ele não se enquadrava ali, no meio deles. É claro que eu sempre que podia esquivava-me até junto dos “meus”. Começava a ficar farta de só ouvir falar em medicina de um lado, e preparativos de casamento do outro. O Bar começava a ficar mais cheio, as pessoas não paravam de chegar. Felizmente a certa altura convenci-me de que não iria encontrar mesmo o David e consegui abstrair-me a ponto de esquecer essa minha preocupação.

- É impressão minha ou estás a divertir-te? – Perguntou-me a Ana.

- Não, estou mesmo a divertir-me. É uma pena o local mas, o que é que se pode fazer?

- Eu disse-te que ele não vinha.

- Pois foi, disseste.

- Andas-te a martirizar-te à toa toda a semana. O David não…

Ao mesmo tempo que a Inês se calou, ouvi uma voz tão bem conhecida atrás de mim.

- Melzinha? Estou a sonhar ou és mesmo tu?

A voz da Pat era inconfundível. Virei-me com cara de muito poucos amigos.

- Patrícia! Sou eu mesma, mas se quiseres podes fingir que estás a sonhar.

Preparava-me para lhe virar costas mas nesse momento chegou o Jaime.

- Ah, aqui estás tu. Já pensava que me tinhas deixado aqui sozinho…

- Dr. Jaime? – Perguntou a Pat.

- Sim? – Respondeu o Jaime.

- Oh, mas que prazer imenso em conhecê-lo. Patrícia Rebocho. Sou filha do engenheiro Rebocho que operou á 2 anos atrás.

- Claro, o engenheiro Rebocho. E como está ele?

Parada ao lado do Jaime, olhava incrédula para um e para outro á medida que iam falando. Mas como é que eu tinha mais uma vez esta cobra no meio da minha vida pessoal?

- E estou a ver que conhece a nossa Mel.

- A Mel? Vocês também se conhecem?

- Se nos conhecemos? A Mel era uma das empregadas na “Catedral”, até á bem pouco tempo. Ah, e fez parte da claque feminina também. Nós éramos um tanto… chegadas.

“ Chegadas?”, pensei. A única maneira de me chegar à Pat era quando a minha mão fosse na direcção da sua cara. Mais chegado do que isso, impossível. “ Esta gaja tem cá uma lata!”

- A sério? Nunca me contaste nada disso, Mel!

- A Mel é muito tímida. Mas e vocês, como é que se conhecessem?

- Nós temos de… - tentei fugir da questão, mas sem sucesso. O Jaime foi mais rápido que eu a responder.

- A Mel é minha paciente… e não só. – Disse, agarrando-me pela cintura.

A cara da Pat abriu-se num sorriso que tinha tanto de grande como de falso.

- A sério? Mas… isso é fantástico. Parabéns Mel. Tu mereces.

Esbocei o que me pareceu ser um sorriso e baixei a cabeça. Já não adiantava nada querer sair dali por isso o melhor era fixar um ponto no chão e esperar que um deles se cala-se e se afasta-se.

- Fico mesmo muito feliz por vocês. Ah, cá estás tu. Dr. Jaime, não sei se já conhece o… David!

Não demorei um segundo a levantar a cabeça mal ouvi o nome do David. Encarei directamente com ele. Os caracóis, os olhos esverdeados, o mesmo sorriso, tudo. Era mesmo ele ali, na minha frente. E ele fixou o seu olhar em mim também. Gelei! “ E agora?”, pensei.

- Oi, prazer! David Luiz! – Disse, enquanto estendia a mão ao Jaime. Depois virou-se novamente para mim. – Tudo bem Mel?

Abri e fechei a boca várias vezes. Eu queria falar mas o som não saía. Era como se nada me obedecesse mais. Nesse momento a Pat aproximou-se mais do David e abraçou o seu braço.

- Imagina o que eu descobri? A Mel e o Dr. Jaime estão juntos! Não é maravilhoso?

A expressão do David manteve-se inalterada. Já eu fazia uma força sobre-humana para me aguentar de pé. O meu coração batia a mil á hora e eu tinha a sensação de que todos naquela sala o conseguiam ouvir. Principalmente o Jaime.  Esquecera-me completamente da Ana e da Inês que se mantinham ao meu lado, tão assombradas quanto eu. E foi a Inês que me salvou daquela situação.

- Mel, acho que o Jorge queria ver-te. Estou a vê-lo a fazer sinais. Com licença.

E, agarrando-me por um braço afastou-me do David e do Jaime.

- Amiga, reage. Mais um minuto e o Jaime ia pensar que estavas a ter um ataque de qualquer espécie.

- Tu disseste-me que o David não vinha a este tipo de festas.

- E não vem. Deve ter sido a Pat que o convenceu, aquela caça fortunas. Mel, desculpa. Se eu soubesse…

- Tu não tens culpa. Eu sabia que era um risco vir aqui. Eu é que não devia ter vindo.

- Mas vieste. E agora nada de fraquejar. Não dês esse gostinho à Pat.  Eu tenho de ir trabalhar. Ficas bem?

Abanei a cabeça que sim. O Jaime veio ter comigo pouco depois.

- Nunca me tinhas dito que conhecias o David Luiz. É bem alto o rapaz.

- Hum-hum!

- Essa cara não me engana. Estás aborrecida com alguma coisa.

- Não.

- Mel… eu sei que estas pessoas não te dizem muito. Prometo que já não demoramos muito mais.

Sorri. Mal podia esperar por chegar essa hora.

- Ah, o Faria está a chamar-me. Vens?

- Se não te importas vou ficar por aqui.

- Ok. Não demoro.

Encostei-me a um canto meio escondida. Olhei em volta mas nem sinal da Pat ou do David. Melhor assim. Ainda não me tinha recomposto do inesperado encontro. Sentia as pernas sem forças, a garganta seca. Do outro lado da sala avistei o Jaime que conversava animadamente com um colega. Atrás do balcão a Ana tentava atender todos os pedidos com boa cara. Se bem a conhecia devia ter vontade de gritar com todos eles. Sorri. De repente senti alguém ao meu lado e virei-me imediatamente. Olhei para cima e no alto do seu quase metro e noventa reconheci o David. Tinha o mesmo ar afável de sempre, e foi no mesmo tom que me falou.

publicado por nuncamaissaiodaqui às 21:01

comentários:
fantastico...

quero mais...

continua...

OHHH *.*
Por favor, posta o próximo capítulo rápido! :)
Fabi a 13 de Maio de 2011 às 23:33

Sandra..fantastico ! que bom um novo capitulo... A espera do próximo é a pior parte ! mas nao desisto..espero que para breve .
tania a 13 de Maio de 2011 às 23:55

Ohhhhhhh, adorei, mas isto não devia ter acabado aqui. Não devia
Quero mais :B
Continua
Beijinhos
Beatriz a 13 de Maio de 2011 às 23:58

woohoo capítulo novoo :D
excelente como sepre, continua!

p.s: o que é que se tem de fazer pra seguir a fanfic "a cor dos teus olhos "?
beijinhos
Ângela a 14 de Maio de 2011 às 00:57

Angela, a Fic " A cor dos teus olhos" está privada. Para a seguires tens de ter convite por parte da autora, que entretanto já terminou a fic á uns tempos. Obrigado pelo comentário e por seguires a fic. :)

Ola Sandra:
Que saudades de ler um capitulo teu... muito bom, mesmo muito bom.
Mas agora tinhas de acabar assim???
Publica rápido, tá?
Beijinho.
Elsa a 14 de Maio de 2011 às 01:28

O capítulo está fantástico, mas eu queria mesmo era que a Pat fosse desmascarada e pagasse por tudo o que tem feito e que a Mel ficasse com o David! Isso seria mesmo fantástico, mas acho que ainda vais fazer algo muito melhor e surpreendente, por isso tudo a seu tempo e eu espero ansiosamente pelo próximo capítulo! Bjs!
Mary a 14 de Maio de 2011 às 12:43

Vou postar aqui a fan fic da Sandra. Espero que gostem :)
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Agradecimento
Muito obrigada a todas que comentam a fan fic :D